Toda as vezes que o príncipe Felipe deixava o Reino de Escalhão e Castelo, pois ele tinha que partir para cumprir a missão que o seu pai o rei Dom Rodrigo dera para ele a desempenhar, ele ficava muito triste e desolado para continuar sua missão e prometia a princesa Carol voltar tão logo pudesse e a princesa ficava aguardando a volta dele com muita ansiedade.
Mas como ele demorava pouco visitando os reinos da vizinhos e todos os relatórios que fazia não eram do agrado do seu pai, o rei começou a ficar um pouco desconfiado. Ele achava impossível o príncipe não ver nada de bom, de positivo, nos poderosos reinos visitados já que os relatórios só apontavam pontos negativos: reis arrogantes e autoritários, rainhas supérfluas e vaidosas e princesas nada simpáticas e que maltratavam suas companhias e os servos, exércitos mercenários e coisas assim. Dom Rodrigo, desconfiado, pediu a um cavaleiro do reino que acompanhasse o príncipe nestas viagens, alegando que ele precisava de um segurança. Mas na verdade, este cavalheiro tinha a função de acompanhar as visitas do rei, observar bem os reinos visitados e fazer um relatório secreto, já que ele desconfiava dos que o príncipe fazia.
Mas este cavalheiro que o rei julgava ser de confiança, também era amigo do príncipe e contou a ele que, na verdade, viajavam juntos não só para a segurança do príncipe, mas também para espioná-lo, pois o rei estava desconfiado do próprio filho. Os dois, como eram amigos, combinaram de fazer relatórios mais ou menos iguais e poucos detalhados. O príncipe confidenciou ao seu amigo que na verdade não tinha interesse nenhum nessas visitas e que não gostava dos reis, das rainhas e de nenhuma das princesas que conhecera e que seu pai queria que ele se casasse com uma delas para os reinos fossem aliados e se tornassem o mais poderoso da Península Ibérica e, no futuro, até mesmo na Europa. Mas que na verdade, ele gostava mesmo era do Reino de Escalhão e Castelo e da princesa Carol, filha do rei Abílio. Mas que seu pai não manifestava nenhum interesse por este reino e não o teria de ter como aliado, porque apesar de suas terras férteis, o seu povo era pacífico e o seu rei não era nada ambicioso e se contentava em ser um bom e justo rei e nem sequer tinha um exército poderoso, mas o suficiente para garantir a segurança do seu reino. O príncipe disse ainda que desde que conhecer a princesa Carol, na festa que seu pai realizara quando ele regressou ao reino, se simpatizara com ela. E sempre que tinha uma folga na sua missão, ia visitá-la e os dois ficavam horas conversando e que pareciam se gostar muito. Ele pediu solenemente ao cavalheiro seu amigo, que não contasse nada a seu pai dessas visitas e que na próxima gostaria que ele o acompanhasse para conhecer o reino de Escalhão e Castelo e ver como era um reino tão diferente de outros da Europa e como rei era uma pessoa boa, nada arrogante, pelo contrário, todos os admiravam. E também como a princesa Carol também era uma graça de pessoa e que tratava todos no reino com simpatia, como se fossem suas amigas e amigos e sempre ajudava os mais necessitados. O cavalheiro concordou e assim seguiram os dois naquela missão espinhosa e pouco promissora que o príncipe tinha obrigação de cumprir.