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O pai da princesa Carolina era muito querido por todos os reis da Europa e era sempre convidado para as festividades que aconteciam nos reinos vizinhos. Um dia, o seu pai disse que eles tinham sido convidados para uma festa num reino da Europa onde o rei era muito, muito rico, mas que vivia triste nos últimos anos, apesar da prosperidade de seu reino e do bem-estar da população.
A princesa Carolina quis saber do pai qual era o motivo da festa, uma vez que não era aniversário do rei, da rainha e nem de seus filhos. O seu pai então contou que o rei tinha dois filhos. O mais moço, um dia, disse seu pai: “Meu pai, gostaria que o senhor me desse parte dos bens que me toca por herança, porque quero fazer uma viagem pelos vários reinos do mundo e conhecer outros lugares e pessoas. O pai, apesar de não gostar da ideia do filho mais novo, repartiu os seus haveres entre os dois. Poucos dias depois o filho mais moço, levando tudo o que era dele, partiu para conhecer novos reinos e terras distantes. Com tempo, gastou toda a fortuna que havia recebido antecipadamente em viagens, festas e tabernas. Depois de ter gastado tudo, ele estava passando por dificuldades e vivendo num reino onde havia acontecido uma tragédia: uma tempestade de neve destruiu todas as plantações matou quase rodos os animais e toda a população sofria com o frio e a falta de alimentos. O jovem então começou a passar necessidades. Ele então foi pedir ajudar a um nobre daquele reino que lhe deu um trabalho bem humilde: mandou que ele fosse para os seus campos tomar conta dos porcos. Ali, chegava a comer até mesmo da mesma comida que os porcos comiam, porque não havia o que comer.
Passando fome e necessidades, ele se lembrou que os trabalhadores do reino de seu pai tinham pão com fartura, e ele estava morrendo de fome. Ele começou a refletir que havia cometido uma tolice e deveria retornar a casa paterna e iniciou a caminhada de volta ao reino do pai. Ao chegar ao reino de seu pai, exausto e faminto, ajoelhou e disse: “Pai, fui imprudente e irresponsável em deixá-lo e me aventurar pelo mundo. Sou indigno de ser chamado de seu filho e só peço ao senhor para ser tratado como um simples empregado”.
Seu pai teve compaixão dele, o levantou e o abraçou e beijou. O pai disse aos seus empregados: “Tragam depressa a melhor roupa para o meu filho, preparem um banho com os melhores perfumes e coloquem um anel no seu dedo e sandálias novas nos pés”. O rei, muito feliz, decidiu dar uma grande festa para celebrar o retorno do filho mais novo que havia deixado o lar e que eles estavam sendo convidados justamente para essa grande festa.
A família da princesa Carolina divertiu muito na festa, comeram a melhor comida, tomaram o melhor vinho e sucos, dançaram e se alegraram junto com o rei que dizia a todos que julgava que o seu filho mais novo estivesse morto, mas agora reviveu, e este era o motivo da sua alegria. O filho do rei foi apresentado para a princesa Carol e eles conversaram muito. Ele contou da sua aventura e da saudade que tivera do seu reino. Depois eles dançaram, se divertiram, ficaram amigos e combinaram de se reencontrar um dia.
Voltando para sua casa, a princesa Carolina perguntou ao seu pai se, algum dia, ela quisesse receber parte da herança que lhe cabia para visitar os outros reinos que ela tinha vontade de conhecer e se alguma coisa desse errada nesta aventura, quando ela voltasse ao reino, se o pai a receberia também com festa.
O seu pai a sorrir disse: “Lógico que a receberia com uma festa maior do que a que fomos convidados, porque você não só é a minha filha mais nova como também a mais querida”.
A princesa ficou feliz com a resposta, mas tranquilizou ao pai dizendo que, por mais vontade que ela tivesse de conhecer outros reinos, ela jamais deixaria os pais e o seu irmão, porque os amava muito e não queria ficar distantes deles.
