Surreal Reino da Princesa Carol.

Quando iniciamos este blog sobre uma história que mistura ficção com a realidade, a princesa Carolina era uma criança linda e adorada por todos do pequeno reino da Europa, o Reino de Escalhão e Castela, mas que revolucionou a história de todos os reinos europeus. Hoje, a princesa Carolina, ou simplesmente Carol, como suas amigas a chamam, é uma jovem, bela e atraente princesa. Vive uma fase importante de sua vida, mas sem se esquecer da infância e adolescência felizes. Esta nova fase de sua história é a parte dois deste blog. Se você quiser saber mais sobre como vive agora a princesa, é só acompanhar, neste blog,  as aventuras da princesa Carol, no surreal Reino de Escalhão e Castela.

A história de hoje é sobre o rei de Escalhão e Castela, muito respeitado e amado por todos que tem o privilégio de viver neste próspero e tranquilo reino. Mas dois desses moradores nova quiseram partir de lá e buscar viver em um reino vizinho, por causa de alguns boatos. Quando partiram foram dissuadidos por um desconhecidos que caminhou com eles até uma taverna. Uma história misteriosa, como outras que já aconteceram no Reino de Escalhão e Castela.

O rei de Escalhão e Castelo era muito generoso e sábio e ele gostava de conversar com as pessoas para ouvir opiniões diferentes das dele para que assim não tomasse nenhuma decisão errada que poderia prejudicar a vida dos moradores do seu reino. Ele sempre ouvia seus conselheiros fiéis, mas temia que alguns deles não tivessem a coragem de discordar de sua vontade ou de o confrontar, dizendo-lhe o contrário.

Por causa disso, o rei tinha uma maneira de ouvir a opinião dos moradores mais simples de Escalhão e Castelo e que não tinham a oportunidade de conversar diretamente com ele. O rei tinha um amigo taverneiro e ele gostava de ir à taverna disfarçado, que ficava à beira de uma estrada que se dirigia para o reino vizinho. Então ele se vestia com as roupas mais simples, como a de um morador comum do reino, ia à taverna sem ser reconhecido pelos outros frequentadores, somente pelo amigo taverneiro, que o ajudava a esconder sua identidade e ficava horas conversando com as pessoas. O seu amigo taverneiro mantinha em segredo sobre quem era aquele frequentador que sempre tomava uma taça de vinho e comia carne de vitela, preparada pela melhor cozinheira, a quem ele sempre elogiava o sabor. E ouvia e conversava com os outros, principalmente sobre a situação do reino para saber a opinião das pessoas mais simples.

Uma tarde, depois de cumprir toda sua rotina como rei, ele se vestiu com as roupas mais comuns e saiu à rua disfarçado como um morador comum e se encaminhou à taverna para se distrair um pouco dos encargos reais.

No caminho, encontrou dois jovens, se aproximou deles, os cumprimentou e começaram a conversar. Perguntou aonde eles iam e disseram que iam à taverna e depois seguiriam para o reino vizinho, onde iriam buscar trabalho e onde morar.

O rei ficou curioso e queria saber por que eles estavam abandonando Escalhão e Castelo, mas durante a caminhada não tocou no assunto e falaram de outros temas.

Quando chegaram à taverna, os três se sentaram na mesma mesa, pediram uma jarra de vinho e uma porção de vitela assada e retomaram a conversa.

O rei, que ali não era reconhecido pelos frequentadores, disse aos dois homens que estavam à mesa: “sei que não é da minha conta, mas estou curioso e gostaria de saber por que vocês estão abandonando o reino que é de vocês e indo morar longe daqui”?

Um deles respondeu; “na realidade estamos apreensivos com o futuro do nosso reino. Não tens ouvido rumores que correm em Escalhão e Castelo?

Ele respondeu: “Não exatamente, do que se trata estes rumores”? perguntou.

O outro disse: “As pessoas comentam que o nosso rei está doente e que o futuro do reino é incerto e duvidoso”

“Como assim”, quis saber?

“As pessoas comentam que, se um dia o nosso rei morrer, não sabem o que pode acontecer e até mesmo o reino vizinho, que sempre nos invejou, invadir nossas terras, destruir nossas plantações e queimar nossas casas”.

O rei ficou assustado ao ouvir isso, pensou um pouco sobre aquilo que ouvira e que não havia escutado antes de nenhum de seus conselheiros. Depois de muito refletir, ele disse aos seus dois jovens companheiros.

“Amigos, vou usar de toda franqueza com vocês. Por que ao primeiro rumor sobre a saúde do rei, pensam em abandonar a terra onde nasceram e onde trabalham e vivem com vossas famílias? Não seria melhor, já que comentam que vosso rei está doente, orar pela saúde dele em vez de abandoná-lo? E quanto ao futuro do reino, não acham que vosso rei não planejou sobre o dia em que ele tiver que partir e assim deixará o reino sob a responsabilidade pessoas sábias, como sua esposa, o filho e princesa? E se houver alguma ameaça aí que vocês não devem abandonar o reino, mas ajudar a defendê-lo dos inimigos?

Dizendo isto, ele tomou mais um pouco de vinho, se despediu dos dois jovens, desejou a eles boa sorte e deixou a taverna um pouco entristecido.

Assim que partiu, os dois jovens ficaram a meditar sobre o que ouviram do companheiro que estava com eles e permaneceram em dúvida sobre o que deveriam fazer, e se refugiar em outro seria a melhor e mais certa decisão a tomar.

Pediram a conta ao taverneiro, que respondeu que a conta já tinha sido paga. Intrigados perguntaram quem havia pagado a conta. O taverneiro respondeu: foi aquele foi o homem que estava com vocês”.

“Mas nós nem o conhecemos, quem é aquele homem”?

“Um homem generoso como tanto que vivem em Escalhão e sente prazer em fazer algo pelo outro. Há muito deles em Escalhão que, além de generosos, não abandonariam o reino”.

Surpresos, os dois jovens começaram a pensar nas palavras que haviam ouvido dele, se levantaram e saíram da taverna arrependidos e decidiram nunca mais abandonar o reino, rezar para que o rei tivesse vida longa e saudável.  E fazer tudo que fosse possível para a segurança e prosperidade do reino, caso sofresse alguma ameaça de reinos vizinhos e invejosos.

O Encontro da Princesa Carolina com o Mago: Segredos da Cura Mágica – Capítulo 6